

A prestação de serviços no Amazonas derreteu pelo terceiro mês consecutivo em abril, na contramão da média nacional. Desfavorecido por dois dias úteis a menos, o setor encolheu 2% em relação ao mês anterior, aprofundando as perdas contabilizadas em março (-0,4%) e em fevereiro (-0,5%). Já o confronto com abril de 2025 resultou na maior queda de atividade em todo o Brasil (-9,5%), somando-se ao tombo de março (-3,9%). Com isso, os serviços amazonenses continuaram submergindo no quadrimestre (-4,4%) e ainda amargam o pior desempenho do país no acumulado dos 12 meses (-3,6%).
Os serviços de todo o país se saíram melhor. A atividade subiu 1,2% na margem, no sentido oposto ao verificado em março (-1,1%), situando-se 19,9% acima do nível pré-pandemia. O avanço se disseminou nas cinco atividades – principalmente transportes – e 14 das 27 unidades federativas do país. Houve também elevação de 1,9% ante abril de 2025, a 25ª seguida. O desempenho foi induzido por quatro subsetores – com destaque para “informação e comunicação”– e 51,8% dos 166 serviços investigados. O quadrimestre expandiu 2,2% e o aglutinado dos 12 meses cresceu 2,9%. Os números são da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), do IBGE.
O turismo, que é contabilizado a parte, saiu de sua zona de conforto. Entre março e abril, o Amazonas declinou 3,4% no IATUR (Índice de Atividades Turísticas), que mede os segmentos de alojamento, alimentação, aluguéis não imobiliários, locação de automóveis, agências de viagens, operadoras turísticas e transporte coletivo. Em março, já havia tombado 3,9%. Desta vez, o Estado também encolheu frente ao mesmo mês de 2025 (-10,3%), quebrando uma sequência de 18 meses de altas. O quadrimestre (+1,1%) saiu o enfraquecido, mas o aglutinado dos 12 meses (+8,9%) ainda é o segundo melhor do país. A média brasileira (+4,1%, -1,5%, +0,4% e +2,7%) só foi pior nos acumulados.
Segundo o IBGE, a retração de 2% perante março fez o Amazonas desabar da décima para 23ª posição em todo o país. O melhor número do país veio de Alagoas (+23,3%) e o pior, do Distrito Federal (-5,5%). Em relação a abril do exercício anterior, os serviços amazonenses (-9,5%) desceram 24ª para a última colocação, em lista iniciada também por Alagoas (+19,1%) e só com 15 desempenhos positivos. O Estado figura no 21º lugar no comparativo do quadrimestre (-4,4%) e já está na última posição do ranking do aglutinado dos 12 meses (-3,6%) – tendo o Distrito Federal (+8,6%) no topo do ranking.
O IPCA de abril (+0,67%) evidenciou o descolamento das vendas efetivas em relação à receita nominal dos serviços do Amazonas, principalmente nas comparações de longo prazo. Vale notar que essa diferença é maior no Amazonas do que na média do país, e se tornou mais pesada após a crise hídrica da vazante. O faturamento nessa medida encolheu 1,4% na variação mensal, enquanto a comparação com abril de 2025 sofreu decréscimo de 3,5%. As vendas brutas caíram 0,4%, de janeiro a abril, e estabilizaram, em 12 meses (+0,1%). Desta vez, o Estado ficou atrás da média nacional (+1,5%, +8,1%, +7,2% e +7,5%) em todas as comparações.
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