

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o Brasil não precisará promover um “choque fiscal” em 2027 e que a trajetória prevista no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aponta para a estabilização da dívida pública nos próximos anos.
Em entrevista ao jornal O Globo, Ceron comparou o cenário atual ao de 2014, quando a então presidente Dilma Rousseff reelegeu-se e nomeou Joaquim Levy para conduzir um ajuste fiscal no ano seguinte.
Segundo o secretário, o contexto econômico atual é diferente daquele período, marcado pela deterioração das contas públicas e aumento dos déficits primários.
A dívida bruta do governo geral chegou a 80,1% do PIB em março, acima dos 79,2% registrados no mês anterior. A projeção do Tesouro Nacional é que o indicador continue avançando e alcance 88,6% do PIB
Com a Selic atualmente em 14,5% ao ano, após longo período em 15%, o custo da dívida aumentou significativamente. Segundo Ceron, o impacto decorre do “choque de política monetária” promovido pelo Banc
Mín. 23° Máx. 31°



