

O crescimento da economia mundial deve ser moderado até o fim da década, segundo o mais recente relatório econômico do Fundo Monetário Internacional, o World Economic Outlook de abril de 2026.
O crescimento médio global deve se estabilizar em torno de 3,1%, abaixo do padrão histórico pré-pandemia, enquanto riscos — especialmente ligados à guerra no Oriente Médio — seguem pressionando preços de energia, inflação e cadeias logísticas globais.
O pano de fundo, diz o relatório, é de uma desaceleração estrutural e um menor dinamismo da produtividade, somados à fragmentação geoeconômica e aos riscos geopolíticos crescentes.
Os EUA vão continuar na posição de maior economia global, impulsionados principalmente por inovação tecnológica e ganhos de produtividade, afirma o FMI. No entanto, o relatório destaca “riscos fiscais relevantes” para o país, como a trajetória crescente da dívida pública e déficits persistentes causados pelo dispêndio governamental, sobretudo aquele motivado pela guerra.
Em segundo lugar, com PIB projetado de 26,05 trilhões de dólares, vem a China, que deve enfrentar alguns desafios em 2030, dentre eles a crise no setor imobiliário. Um dos países em maior crescimento do mundo, a China vai experimentar envelhecimento populacional e queda da produtividade até 2030, um dos principais vetores da desaceleração global do mundo no curto prazo.
Confira a projeção dos maiores PIBs do mundo em 2030, em valores absolutos (US$), segundo o FMI:
| País | PIB (US$ trilhões) |
|---|---|
| Estados Unidos | 37,68 |
| China (República Popular da) | 26,05 |
| Alemanha | 6,18 |
| Índia | 6,17 |
| Reino Unido | 5,15 |
| Japão | 5,00 |
| França | 4,00 |
| Brasil | 3,20 |
| Itália | 3,05 |
| Canadá | 3,01 |
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