

Com a invasão da Rússia à Ucrânia, em 2022, e as sanções internacionais sobre a produção russa de hidrocarbonetos — uma das mais significativas do mundo, essencial para o abastecimento energético da Europa —, iniciou-se uma reconfiguração da demanda energética global e abriu-se uma janela estratégica para a América Latina.
Agora, com a crise persistente no Estreito de Ormuz e o ataque dos EUA às maiores cadeias de abastecimento do Oriente Médio, um novo bloco energético pode se consolidar como alternativa no continente latino-americano.
O bloco em questão seria formado pelos três países com maiores potenciais de exploração e infraestrutura do setor de hidrocarbonetos: Brasil, Argentina e Venezuela, cujo mercado passou por uma abertura recente ao capital estrangeiro após a invasão dos EUA e a captura de seu líder de Estado.
A Venezuela é, atualmente, um dos países com as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo. O potencial do país está estimado em cerca de 303 bilhões de barris, segundo dados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
O Brasil, que está entre os 10 maiores produtores mundiais de petróleo, não é dono das maiores reservas absolutas, mas tem fatores estruturais essenciais para possibilitar a produção em larga escala, que vão de estabilidade institucional a tecnologias avançadas de extração.
A Argentina entra nesse arranjo como uma potência emergente, ancorada na formação de Vaca Muerta, considerada a segunda maior reserva mundial de gás e petróleo de xisto (hidrocarbonetos aprisionados em rochas sedimentares de baixa permeabilidade e em grandes profundidades).
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