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‘É como uma pandemia.’ Por que o turismo em Cuba está desmoronando

A escassez de combustível e a turbulência econômica estão afastando visitantes estrangeiros de Cuba Por Robert P. Walzer

28/05/2026 às 13h34 Atualizada em 28/05/2026 às 15h23
Por: Redação Fonte: https://investnews.com.br/the-wall-street-journal/e-como-uma-pandemia-por-que-o-turismo-em-cuba-esta-desmoronando/
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‘É como uma pandemia.’ Por que o turismo em Cuba está desmoronando

O turismo estava em expansão quando Sarah Foda começou a trabalhar nas operações da Caribbean Tours em Cuba há uma década, com 84 funcionários recebendo milhares de visitantes estrangeiros por mês nas cidades coloniais espanholas desgastadas e nas praias de água azul-turquesa da ilha.

Com a intensificação da pressão do governo Trump sobre o regime comunista de Cuba, o número de visitantes da empresa suíça despencou para cerca de uma dúzia de viajantes por mês. A Caribbean Tours ainda emprega 22 pessoas em regime reduzido para mantê-las até que o negócio possa se recuperar — se isso acontecer.

O negócio de Foda está entre as vítimas de uma campanha dos Estados Unidos para pressionar o presidente cubano Miguel Díaz-Canel a promover mudanças políticas e econômicas amplas. Pilar da economia, o turismo entrou em colapso desde que os EUA derrubaram o líder venezuelano Nicolás Maduro em janeiro, ao mesmo tempo em que alertavam Havana de que poderia enfrentar o mesmo destino. Os EUA também cortaram o fornecimento essencial de petróleo para Cuba.

“Eu não imaginei que cairia tão forte e tão rápido”, disse Foda, gerente de destinos da empresa para Cuba. “Mas os problemas de infraestrutura, combinados com a cobertura negativa da imprensa internacional sobre apagões e acúmulo de lixo, prejudicaram a demanda.”

Dados oficiais mostram cerca de 298 mil visitantes internacionais no primeiro trimestre, queda de 48% em relação ao já deprimido mesmo período do ano anterior. Em março, tradicionalmente alta temporada, menos de 36 mil turistas chegaram ao país. Em 2017 e 2018, quando o turismo estava em alta, Cuba recebia cerca de 400 mil visitantes internacionais por mês. Naquele período, o turismo respondia por cerca de 8% da economia de US$ 30 bilhões do país

.Antes da revolução de 1959, Cuba era um destino turístico para americanos atraídos por praias, vida noturna, prostituição e cassinos. Fidel Castro viu o turismo como uma via de corrupção e influência dos EUA, nacionalizou hotéis, fechou cassinos e priorizou exportações de açúcar.

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