

Beneficiada pela crise energética que assola as cadeias produtivas do Oriente Médio e pelos desdobramentos da guerra na Ucrânia no mercado de energia europeu, que busca alternativas ao gás russo, a Argélia tem se consolidado como um dos principais fornecedores globais de gás natural e gás natural liquefeito (GNL), commodities que enfrentam inflação de preços e baixa oferta no mercado internacional.
Maior território em extensão do continente africano, a Argélia possui extensas reservas de hidrocarbonetos, localização privilegiada no Mediterrâneo e uma ampla rede de gasodutos conectando África e Europa, e agora se tornou peça central da segurança energética do sul europeu (além de ter aumentado sua influência no Oriente Médio).
O país norte-africano traçou, nas últimas semanas, uma série de acordos energéticos com países como Turquia, Espanha, Itália e consórcios internacionais.
Segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA) e da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a Argélia detém aproximadamente 4,5 trilhões de metros cúbicos de reservas comprovadas de gás natural, o que a coloca entre os dez maiores reservatórios globais.
A maior parte da produção está sob controle da estatal Sonatrach, incluindo o transporte e a exportação dos hidrocarbonetos, altamente importantes para a composição do PIB argelino, que está fortemente sujeito às vendas do setor energético.
Petróleo e gás representam cerca de 90% das exportações do país e metade das receitas fiscais do governo. Desde 2022, com a invasão russa da Ucrânia, a Argélia tem sido uma alternativa estratégica na disputa global por energia.
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