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Mudança no PPB pode eliminar 12 mil empregos no Amazonas.

As mudanças propostas na Consulta Pública 10/2026 dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) podem permitir a importação de insumos e provocar perda de empregos no estado.

07/06/2026 às 09h39 Atualizada em 08/06/2026 às 08h01
Por: Redação Fonte: https://www.acritica.com/geral/mudanca-no-ppb-pode-eliminar-12-mil-empregos-no-amazonas-1.406055
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Mudança no PPB pode eliminar 12 mil empregos no Amazonas.

Em ano de Copa do Mundo, uma possível mudança no Processo Produtivo Básico (PPB) de televisores com tela de cristal líquido, fabricados na Zona Franca de Manaus, pode retirar quase 12 mil empregos diretos do Polo Industrial. A afirmação é da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Sindicato da Indústria de Aparelhos e Componentes Elétricos do Amazonas (SINAEES-AM), que pediram aos governos estadual e federal medidas para evitar o cenário.

Segundo entidades de trabalhadores, mudanças propostas na Consulta Pública 10/2026 dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) podem permitir a importação de insumos e provocar perda de empregos no estado.

O PPB é a ‘receita’ que as indústrias do estado precisam seguir para garantir os incentivos fiscais da Zona Franca. A mudança proposta pelo governo federal institui um sistema de pontuações que reduz a importância da cadeia local de insumos, como fios, cabos e chicotes elétricos.

“A cadeia de fornecimento de componentes, interconexões e chicotes elétricos constitui uma das maiores fontes de empregabilidade e atividade econômica do estado do Amazonas”, afirma a CUT em manifestação entregue ao governo Lula.

A produção desses insumos é realizada por grandes empresas da Zona Franca, como a Foxcoon, Coelmatic Ltda, Constanta da Amazônia, Lite-On, Salcomp, Flex/Flextronics, Jabil, Cal-Comp, Compal, Digitron, Procomp, Qualitech e RD-Tronics.

“Nós queremos emprego, não queremos trazer nada importado. O estado do Amazonas já fabricou flyback, motores, já fabricou tudo aqui. Nós temos a capacidade técnica para fazer isso, não tem que estar importando de outro lugar do mundo”, afirmou o presidente da CUT-AM, Valdemir Santana, para A CRÍTICA.

O pedido das entidades é que o novo sistema de pontuação seja rebalanceado para tornar essencial a utilização de insumos produzidos na própria Zona Franca de Manaus, retirando o que veem como incentivo à importação.

A CUT-AM também pede a sua inclusão e de outras entidades locais nos grupos de trabalho interministeriais e comitês decisórios responsáveis pela análise, elaboração, revisão e escolha das diretrizes aplicáveis à Zona Franca de Manaus.

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