

No Vale do Paraíba, a 600 metros de altitude, São José dos Campos projetou aviões e satélites antes de virar referência global em gestão urbana. A cidade que abriga a Embraer e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) reúne hoje certificações de qualidade de vida que nenhum outro município do planeta conseguiu juntar.
O reconhecimento é inédito no mundo. Em novembro de 2025, São José dos Campos se tornou a primeira cidade do planeta certificada pela norma internacional ISO 37125, com a classificação platina, o nível mais alto, segundo a Prefeitura de São José dos Campos.
A norma avalia 133 indicadores ambientais, sociais e de governança. A cidade já mantinha as certificações ISO 37120, 37122 e 37123, voltadas a cidades inteligentes, sustentáveis e resilientes, todas em nível platina após auditoria em 2025.
Os selos não vieram sozinhos. Pelo segundo ano seguido, o município liderou o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC-BR) entre os brasileiros com mais de 500 mil habitantes, levantamento alinhado aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).
A vocação nasceu na aeronáutica. Tudo começou em 1947, com o Centro Técnico Aeroespacial, hoje Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), que transformou a cidade no maior complexo aeroespacial da América Latina.
As instituições que se seguiram são referência mundial. Em 1950 nasceu o ITA, escola de engenharia inspirada no modelo do MIT norte-americano. Em 1961 chegou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e, em 1969, foi fundada a Embraer, hoje uma das maiores fabricantes de aviões do mundo.
A concentração de talento é única no país. São José dos Campos responde por boa parte da cadeia produtiva aeroespacial brasileira e abriga o Parque de Inovação Tecnológica, com startups, centros de pesquisa e empresas de base tecnológica que atraem engenheiros e cientistas de várias partes do mundo.
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