

Neste 23 de abril, milhares de fiéis em todo o Brasil celebram o Dia de São Jorge, figura que simboliza a coragem e a vitória do bem sobre o mal. O "Santo Guerreiro", patrono de soldados, cavaleiros e escoteiros, possui uma trajetória que mescla registros históricos e tradições milenares. Segundo o Vaticano, Jorge foi um soldado do exército de Diocleciano morto em 303 por defender sua fé cristã, embora a famosa lenda do combate ao dragão na Líbia seja a imagem mais reconhecível de sua iconografia.
A relevância de São Jorge no Brasil é ampliada pelo sincretismo religioso. Nas religiões afro-brasileiras, como a Umbanda e o Candomblé, ele é frequentemente associado a Ogum, o orixá do ferro e das batalhas, ou a Oxóssi em regiões como a Bahia. Essa fusão cultural, herdada do período colonial, reflete-se em celebrações populares que vão além das missas católicas. Mesmo tendo sua festa tornada facultativa pelo Vaticano em 1969, devido à escassez de documentos históricos, o fervor popular mantém o santo como um dos mais cultuados no país.
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