

Os Correios encerraram o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido de 3,1 bilhões de reais, resultado 82% superior ao déficit registrado no mesmo período do ano anterior, quando as perdassomaram 1,7 bilhão de reais. Os números constam no balanço financeiro divulgado pela empresa no último final de semana.
A leitura é de que o cenário continua se deteriorando após um 2025 marcado por perdas recordes: no ano passado, a companhia acumulou prejuízo de 8,5 bilhões de reais.
A trajetória recente também mostra um agravamento contínuo dos resultados trimestrais. Depois de fechar o primeiro trimestre de 2022 com lucro de 216,7 milhões de reais, passou a registrar déficits sucessivos nos mesmos períodos dos anos seguintes: 328 milhões de reais em 2023, 801 milhões de reais em 2024 e números ainda maiores em 2025 e 2026.
O Plano de Reestruturação possui três frentes: corte de despesas com pessoal e administração, otimização de ativos e renegociação e captação de recursos.
Para isso, algumas medidas anunciadas foram a tomada de empréstimos bilionários, um plano de demissão voluntária (PDV), reformulação do plano de saúde dos funcionários,fechamento de pontos deficitários, venda de imóveis e revisão de contratos.
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