

Representantes de 28 entidades internacionais, nacionais e regionais lançaram, nesta semana, a chamada “Carta da Amazônia”, documento que reúne uma série de reivindicações voltadas à infraestrutura de transporte na Região Norte. O texto foi apresentado durante a cerimônia de encerramento da TranspoAmazônia 2026 – III Feira e Congresso de Transporte e Logística.
Entre os principais pontos defendidos pelas entidades está a necessidade de manutenção e garantia da trafegabilidade de seis importantes rodovias da região: BR-319, BR-174, BR-364, BR-153, BR-163 e BR-230, conhecida como Transamazônica. Segundo os representantes do setor, as estradas enfrentam problemas estruturais e, em alguns trechos, estão em situação de abandono.
O documento também pede atenção permanente do poder público para a navegabilidade dos rios amazônicos, com investimentos em dragagem e ações que assegurem o transporte fluvial durante os períodos de estiagem, quando a circulação de embarcações é impactada pela redução do nível das águas.
A TranspoAmazônia 2026 reuniu entidades representativas do setor de transporte e logística do Brasil e do exterior. Participaram do encontro instituições como a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac) e a Câmara Internacional da Indústria de Transporte (CIT). O evento também contou com representantes de mais de 60 países ao longo dos três dias de programação.
Além disso, a Carta da Amazônia destaca a importância da continuidade dos investimentos em infraestrutura e logística, considerados fundamentais para o desenvolvimento econômico da região.
As entidades defendem ainda a criação de condições mais igualitárias para novos empreendimentos, com o objetivo de ampliar oportunidades e reduzir desigualdades históricas na Amazônia.
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