

Quando o Rio Tapajós baixa, faixas de areia fina e branca surgem entre a floresta como miragens. Alter do Chão, vila de pescadores a 37 km de Santarém, no oeste do Pará, ganhou o apelido de “Caribe de água doce” ou “Caribe Amazônico” depois que o jornal britânico The Guardian a elegeu como uma das praias de água doce mais bonitas do mundo.
O ciclo das águas dita o calendário de Alter do Chão. Entre agosto e dezembro, o nível do Tapajós cai e revela extensas praias fluviais com água esverdeada e morna. É o chamado verão amazônico, quando a Ilha do Amor, cartão-postal da vila, atinge seu auge visual. De janeiro a julho, o rio sobe, as praias desaparecem e a paisagem muda por completo: florestas alagadas, igapós navegáveis e fauna intensa tomam o lugar da areia.
A vila oferece mais de 100 km de faixas de areia na estiagem, espalhadas entre os rios Tapajós e Arapiuns. A maioria das atrações é acessível só de barco, o que torna os passeios fluviais parte essencial do roteiro.
O Caribe Amazônico em um guia completo sobre Alter do Chão, no Pará. O vídeo do canal Trip Partiu detalha os melhores passeios, a cultura local, dicas de logística e preços para planejar sua viagem a este distrito de Santarém, eleito pelo jornal The Guardian como detentor das praias mais belas do Brasil
O roteiro mais popular parte de Alter do Chão de lancha até a Comunidade de Jamaraquá, onde guias nativos conduzem trilhas de até 9 km em meio a seringueiras, samaúmas e igarapés. A entrada na Flona é gratuita, mas a contratação de guia local é obrigatória.
Alter do Chão tem uma vida cultural que vai além das praias. O carimbó, dança de roda registrada em 2014 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, ganha rodas animadas nas noites de quinta-feira no Centro de Referência do Mestre Chico Malta. Moradores e turistas dançam juntos, com saias rodadas e tambores ao vivo.
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