

No centro geográfico do Brasil, entre o Rio Tocantins e a Serra do Lajeado, está a capital que nasceu de uma estaca fincada no chão em 1989. Palmas é a última cidade brasileira completamente planejada do século 20 e hoje aparece à frente do Rio de Janeiro e de Porto Alegre nos rankings nacionais de qualidade de vida.
A história de Palmas começou no dia 20 de maio de 1989, quando o então governador José Wilson Siqueira Campos fincou uma estaca no cerrado e declarou: “Aqui nasce Palmas”. A cidade foi projetada do zero pelos arquitetos Luiz Fernando Cruvinel Teixeira e Walfredo Antunes de Oliveira Filho, do Grupo 4, para abrigar o governo do recém-criado estado do Tocantins.
O traçado simétrico em quadras e avenidas largas inspirou-se em Brasília, mas trouxe princípios urbanísticos da Antiguidade, com ruas que se cruzam em ângulos regulares. Segundo a Prefeitura de Palmas, a capital fica a 805 km de Brasília e é cortada pela BR-153 e pela Ferrovia Norte-Sul, principais eixos de integração entre o Norte e o Sul do país.
Os dados oficiais dizem que sim. Palmas é a 7ª capital com melhor qualidade de vida do Brasil em 2026 e a única do Norte entre as dez primeiras, segundo o portal oficial da Prefeitura de Palmas, que cita o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil, do instituto Imazon em parceria com a organização internacional Social Progress Imperative.
A capital tocantinense alcançou 68,91 pontos numa escala de 0 a 100, à frente de centros muito maiores em população. O ranking analisa 57 indicadores sociais e ambientais com dados públicos do DataSUS, IBGE, Inep e MapBiomas, ou seja, é construído sem depender exclusivamente do PIB. O custo de vida moderado, a infraestrutura urbana planejada e o trânsito fluido completam o quadro de uma cidade que segue crescendo de forma organizada.
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