

Poucas empresas no Brasil podem dizer que sobreviveram a duas guerras mundiais, à hiperinflação e a sete trocas de moeda usando o mesmo nome na embalagem. A Tramontina é uma delas.
Aos 115 anos, completados em maio de 2026, a companhia gaúcha decidiu que chegou a hora de fazer algo que evitou por mais de um século: parar de assinar tudo com a mesma marca.
Fundada em 1911 em Carlos Barbosa, na serra gaúcha, a Tramontina nasceu como uma pequena ferraria que fabricava canivetes e facas. Hoje, opera oito unidades fabris — seis no Rio Grande do Sul, uma em Pernambuco, uma na Índia —, emprega mais de 10.000 pessoas e exporta para mais de 120 países.
O portfólio reúne 22.000 itens, que vão de talheres a veículos elétricos utilitários, passando por porcelanas, ferramentas para construção civil, materiais elétricos e móveis.
A empresa anuncia agora uma nova arquitetura de marca. Em vez de uma única assinatura para todo o portfólio, a companhia passa a operar com uma marca-mãe e cinco submarcas, cada uma voltada a um público especifico.
A primeira grande novidade é a Tramontina Primia, focada em hospitalidade e gastronomia. As outras quatro — Oniq, Althea, PRO (que ganhou nova identidade, mas já existe há 26 anos) e Master — chegam de forma escalonada até 2028. A T store, sexta marca do ecossistema, fica no varejo, com 22 lojas no Brasil e 17 no exterior.
O projeto começou a ser desenhado em 2019, foi engavetado na pandemia e retomado em 2023.
A lógica da reorganização é simples de explicar e complexa de executar. A marca Tramontina continua sendo a soberana e vai assinar 90% do portfólio, segundo a empresa. As submarcas funcionam como sufixos que entregam propostas de valor específicas para públicos distintos.
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