

Preços de imóveis nas alturas, o aumento do custo de vida e um mercado de trabalho difícil para recém-formados aumentaram a necessidade de ajudarmos: mensalidades de creche, dinheiro para um carro de família para um filho, ajuda com o aluguel de uma casa maior para o outro, e a abertura de contas poupança para cada neto. Ficamos felizes em pagar essas contas, mas elas não eram esperadas.
Elas também podem ser sem precedentes, dizem pesquisadores. Em todo o Reino Unido, avós gastam cerca de 14,6 bilhões de libras (R$ 98,3 bilhões) por ano para fornecer apoio, de acordo com pesquisa realizada em abril e maio pela fintech Creditspring. Esse é o dinheiro usado para combustível, comida, roupas, brinquedos e atividades enquanto cuidam de seus netos.
"É um número de tirar o fôlego. E ressalta o enorme papel oculto que os avós desempenham em manter as finanças familiares à tona", diz Tamsin Powell, especialista em finanças do consumidor da Creditspring. "Mas esse apoio não é gratuito."
A empresa, que entrevistou mais de mil avós, disse que 70% daqueles que cuidam de crianças acharam isso mais caro do que há um ano, enquanto 44% disseram que reduziram seus próprios gastos para cobrir os custos.
Outras pesquisas confirmam as pressões financeiras. Uma do Moneysupermarket em março estimou que o apoio financeiro regular dos avós, em média, chegava a mais de 37 mil libras (R$ 249 mil) do nascimento até os 18 anos. Outra, realizada em dezembro e janeiro passados pela gestora de patrimônio Saltus, descobriu que avós ricos estavam gastando 1.591 libras (R$ 10,7 mil) com netos adultos todos os anos —deixando 39% ansiosos com dinheiro.
Não é de admirar que os avós tenham sido chamados de "exército de reserva" da economia.
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