

O aumento de quase 50% no valor das exportações do Polo Industrial de Manaus (PIM) no primeiro trimestre deste ano foi puxado pelos setores Químico, principalmente o polo de concentrados, Duas Rodas, Descartáveis (lâminas de barbear), Brinquedos e Lentes. A informação foi dada pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam).
De janeiro a março, o PIM exportou 214,8 milhões de dólares, 48,3% superior aos 144,8 milhões dólares do mesmo período do ano passado. Os principais destinos foram Argentina, Bolívia, Colômbia, Paraguai e Estados Unidos, segundo a Fieam.
"Esse salto expressivo em dólar é fruto de uma conjuntura que combina o esforço da indústria para otimizar suas cadeias de suprimentos globais com um cenário cambial atrativo, no qual o real depreciado frente à moeda americana barateou e impulsionou a inserção do produto amazonense lá fora.
Embora o aumento demonstre um ganho de competitividade internacional e comprove a altíssima qualidade daquilo que é fabricado no Amazonas, trata-se de um avanço atrelado a fatores macroeconômicos e de reaquecimento de mercados vizinhos, e não a uma resolução dos nossos problemas estruturais”, avaliou o presidente da Fieam, Antônio Silva.
Do total exportado pela Zona Franca de Manaus (ZFM) no primeiro trimestre, 36% foram do polo de concentrados; o polo de duas rodas (motociclestas) ficou com cerca de 31%; descartáveis, brinquedos e lentes, juntos totalizaram 7%.
O modelo encerrou registrou faturamento de R$ 58,26 bilhões, de janeiro a março deste ano, o que representa um crescimento de 2,24% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado (R$ 56,98 bilhões). Em dólar, o faturamento totalizou US$ 11.02 bilhões. A média mensal da mão de obra ficou em 129.812 empregos diretos.
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