

Segundo a SEMI, uma organização internacional que representa os interesses das indústrias de eletrônica e circuitos integrados, apenas seis das 64 novas fábricas de semicondutores que entrarão em operação na Ásia antes de 2029 ficarão no sudeste asiático.
As 58 restantes estarão localizadas na China e em Taiwan. Esses dois países têm motivos importantes para reforçar sua indústria de chips e ampliar sua capacidade de produção de circuitos integrados.
Para a China, é essencial colocar em funcionamento novas plantas equipadas com equipamentos de fotolitografia de ponta. E é exatamente isso que a SMIC, a Hua Hong Semiconductor e outras fabricantes chinesas de chips estão fazendo. Atualmente, o país está limitado pela dificuldade de ir além dos 7 nm sem poder utilizar as máquinas de litografia ultravioleta extrema (UVE) da ASML.
Ainda assim, a Huali Microelectronics, divisão da Hua Hong Semiconductor especializada na fabricação de chips para terceiros, está se preparando para iniciar a produção de circuitos integrados de 7 nm em sua planta em Xangai.
Taiwan também precisa expandir sua indústria de semicondutores, embora seus motivos sejam muito diferentes dos da China. Os dois maiores fabricantes taiwaneses de circuitos integrados, TSMC e UMC, precisam colocar em funcionamento mais plantas de ponta para atender à demanda crescente de seus clientes.
Os nós de 2 e 3 nm da TSMC, em particular, não dão conta da demanda, por isso é fundamental para a empresa ampliar sua capacidade de produção em meio ao auge dos centros de dados voltados a aplicações de inteligência artificial (IA).
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