

É um drone com esteroides: do tamanho de uma mesa de jantar, com oito hélices de 1,3 m cada uma. No meio, um reservatório de 40 litros. Nas pontas, bicos de pulverização que soltam uma tempestade de pesticida capaz de varrer a largura de uma rua.
Esses equipamentos estão tomando o lugar de uma ferramenta tão importante para a agricultura de hoje quanto o arado de boi foi para a da Suméria: os pulverizadores – um parente do trator, só que feito para espalhar defensivos, fertilizantes e cia.
A maior diferença está no preço. Os drones agrícolas mais usados no Brasil custam menos de R$ 200 mil. Um pulverizador terrestre, R$ 1,2 milhão – ou mais. “E o rendimento é pau a pau”, diz Ricardo Campanelli, superintendente agrícola da Campanelli, que opera lavouras de cana, milho e áreas de pastagem na região de Bebedouro, no interior de São Paulo – além de produzir gado.
Mas não é só o custo. O drone é um trabalhador mais versátil. A Campanelli tem uma lavoura na cidade de Altair e outra em Severínia, 50 km ao sul. O drone pode pulverizar uma fazenda de manhã com pesticida e a outra à tarde com um insumo diferente. Não dá para fazer isso com o pulverizador convencional.
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