

Se você tem um negócio, é bom já ir se familiarizando com o “split payment” — um nome em inglês para uma mudança bem concreta que vem aí com a reforma tributária a partir de 2027, e que vai mexer diretamente no seu caixa.
Hoje, quando um cliente seu paga por uma compra, o dinheiro cai inteiro na conta da sua empresa — e os impostos só são recolhidos para o governo depois, geralmente no mês seguinte.
Com o split payment, isso muda: no momento do pagamento, o próprio sistema bancário já separa automaticamente o valor dos tributos e repassa direto ao governo. Para a sua empresa, chegará só o valor líquido, já com os impostos descontados na largada.
A regra vai valer para o IBS e o CBS, os dois novos tributos sobre consumo criados pela reforma. E atenção: empresas do Simples Nacional também podem ser afetadas.
Nem todos os detalhes do “split payment” já estão definidos. Mas, para não serem pegos de surpresa, empreendedores devem começar a calcular o impacto do novo modelo nos seus negócios – principalmente, no fluxo de caixa.
A pedido do InvestNews, Guilherme Sales, diretor executivo da Peers Consulting + Technology, listou as principais dúvidas sobre o assunto e também o que os empreendedores podem fazer desde já. Confira:
O novo sistema será adotado a partir 2027 em pelo menos duas fases. Na primeira, entram apenas as empresas que vendem para outras empresas (B2B) – e a adesão será facultativa.
Nessa fase, o “split payment” vai ser aplicado somente quando a compra for paga por meio de boleto, Pix ou transferência via TED. Em outras palavras, no início, vendas no cartão de crédito, de débito, pré-pago e vouchers ficam de fora.
Nas fases seguintes, todas as formas de pagamento vão entrar no sistema, assim como as empresas que vendem para consumidores finais (B2C). Essas informações constam no regulamento do IBS e da CBS, publicado no fim de abril.
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