

Segundo o Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI), os gastos militares do Brasil expandiram 13% ao longo de 2025, atingindo o patamar de US$ 23,9 bilhões, o maior do continente sul-americano. A média global foi de 2,9%, em um contexto de militarização ascendente.
Os principais impulsionadores do gasto brasileiro em defesa foram os programas de modernização naval e os investimentos tecnológicos das Forças Armadas, além dos aportes na Base Industrial de Defesa (BID) do país.
A Base Industrial de Defesa brasileira é composta por centenas de empresas que atuam em segmentos variados, de armas e munições a tecnologias de ciberdefesa e sistemas navais, além de manter parcerias de produção com empresas internacionais.
Atualmente, a BID brasileira estabelece relações comerciais com cerca de 140 países e conta com 80 empresas exportadoras, que respondem por pelo menos 3,5% do PIB nacional.
No setor aéreo, a Embraer registrou recorde de pedidos de seu portfólio em 2026, com o setor de defesa crescentemente mais interessado no cargueiro militar desenvolvido pela companhia para substituir o modelo mais antigo da fabricante Lockheed Martin, o C-130 Hercules. O KC-390 Millennium tornou-se o modelo mais requisitado do portfólio militar da Embraer.
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