

A Honda está reformulando sua estratégia global depois de registrar o primeiro prejuízo anual desde que abriu capital, em meio à queda da demanda por carros elétricos nos Estados Unidos e à alta concorrência chinesa, como a BYD.
A montadora japonesa teve perdas de US$ 2,7 bilhões no último ano fiscal após registrar cerca de US$ 10 bilhões em baixas relacionadas ao cancelamento de projetos de veículos elétricos na América do Norte.
Entre os projetos estão três modelos elétricos planejados para produção no estado de Ohio e um complexo industrial de US$ 11 bilhões no Canadá voltado à fabricação de baterias, materiais e veículos eletricos (EV ,s na sigla em inglês)
A Honda também abandonou o plano de encerrar a produção de carros a combustão até 2040. A mudança reflete uma virada no mercado, pelo menos nos EUA. A montadora havia acelerado investimentos durante o governo de Joe Biden, quando montadoras projetavam uma expansão rápida da eletrificação nos EUA.
Executivos da Honda estimavam que os elétricos representariam, aproximadamente, 15% das vendas de carros novos nos EUA. Hoje essa participação está bem menor, ficando próxima dos 6%.
A deterioração do cenário atingiu a empresa depois de décadas de estabilidade financeira. A Honda atravessou a recessão de 2008, terremotos no Japão e a pandemia sem registrar perdas anuais relevantes
O CEO da Honda, Toshihiro Mibe, disse que a prioridade agora é conter as perdas rapidamente, e reconheceu que manter os projetos elétricos poderia ampliar os prejuízos da empresa nos próximos anos.
Em vez de insistir em uma expansão acelerada dos EVs, a Honda decidiu voltar a apostar nos híbridos, segmento em que a companhia já teve protagonismo no mercado estadunidense.
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