

A disputa pelo domínio da inteligência artificial (IA) já não é travada apenas em laboratórios de pesquisa ou em chips de última geração. É uma batalha que também acontece no setor de energia, e, nessa batalha, a Europa enfrenta uma desvantagem que nenhum plano regulatório resolve rapidamente: a "conta de luz" é cara.
Os Estados Unidos possuem cerca de 5.400 data centers, de acordo com a Cloudscene, enquanto a Europa tem aproximadamente 3.400.
A diferença, apesar de ser numericamente alta, é também de escala e velocidade. Nos maiores mercados europeus para esse tipo de infraestrutura, conhecidos no setor como FLAP-D (Frankfurt, Londres, Amsterdã, Paris e Dublin), novas instalações esperam em média entre sete e dez anos por uma conexão à rede elétrica — prazo que chega a 13 anos nos mercados mais congestionados, segundo relatório da Interface.
A diferença no custo de energia entre países tende a se tornar mais acentuada, segundo avaliação de representantes do mercado financeiro e do setor de energia. O cenário favorece mercados como Estados Unidos e China na disputa por novos investimentos bilionários em data centers.
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