

Em abril, os produtos da Phebo deixaram as prateleiras das lojas Granado. A decisão vai na contramão do varejo, que aposta cada vez mais em concentrar categorias e marcas no mesmo espaço. No Grupo Granado, a lógica agora é outra. Marcas com histórias próprias precisam de lojas próprias.
Enquanto grandes redes ampliam o mix e tentam resolver tudo sob o mesmo teto, a Granado escolheu seguir o caminho inverso. Em abril deste ano, a Phebo, marca de perfumaria fundada em 1930, em Belém do Pará, e adquirida pela Granado em 2004, saiu das lojas da companhia irmã. Agora, quem quiser comprar o sabonete Odor de Rosas ou a colônia de Alfazema precisa recorrer às lojas Phebo, ao e-commerce da marca ou a perfumarias parceiras.
A mudança não aconteceu de forma repentina. Ela foi amadurecida ao longo de anos, diante de uma questão recorrente dentro do grupo: como uma marca com identidade própria consegue crescer vivendo à sombra de outra?
O Grupo Granado encerrou 2025 com receita líquida de R$ 1,834 bilhão, alta de 13% em relação ao ano anterior. A margem Ebitda ficou em 23%.
O atacado ainda responde pela maior parte do negócio, com 70% das vendas, mas foi o varejo próprio, com lojas e e-commerce, apresentou o crescimento mais acelerado.
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