

Ao chegar aos 50 anos, o paulista Christian Vosgrau teve uma reviravolta em sua carreira. Biólogo formado pela Unicamp, ele passou boa parte da vida trabalhando com marketing, mas pandemia forçou uma reavaliação. Quando sua antiga empresa começou a faturar menos, ele decidiu criar uma outras - que traria a solução para um problema que ele acompanhava no noticiário mundial: os incendios florestais
Em 2023, nasceu a Carbon Exchange, empresa que tem a ambição de acabar com o fogo que queima florestas brasileiras e transformar o mercado de monitoramento ambiental.
"Criamos um sensor capaz de captar pressão atmosférica, umidade, temperatura e até mesmo a fumaça do incêndio. Ele monitora tudo em tempo real e transmite os dados para o nosso software, permitindo um monitoramento todas as horas da semana, mesmo nas áreas mais remotas", explica.
Com experiência sólida em hardware, Vosgrau desenvolveu um primeiro dispositivo com uma caixa estanque. Colocou no meio da mata, acendeu um fogo e observou a tecnologia funcionar. A partir daí, conquistou clientes e projeta faturar R$ 10 milhões em até três.anos
O dispositivo desenvolvido pela Carbon Exchange, do tamanho de um celular, monitora continuamente a temperatura, umidade, pressão atmosférica, monóxido de carbono e até o som da floresta. Esses dados são transmitidos via satélite ou 5G, permitindo o acompanhamento remoto, 24 horas por dia, sete dias por semana.
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