

O avanço das empresas chinesas no mercado brasileiro de máquinas agrícolas ganhou escala na 31ª Agrishow 2026 e já provoca reações entre fabricantes tradicionais instalados no País há décadas. Com um pavilhão próprio pelo segundo ano consecutivo, o grupo de asiáticos saltou de 18 para mais de 50 expositores, organizado pela Rhino Agri, associação que reúne mais de 500 fabricantes da China com foco em ampliar negócios no Brasil.
Ao Estadão, no dia 30 de abril, o CEO da plataforma, Neeson Cheng, resumiu a estratégia: a presença tem como objetivo mostrar o portfólio tecnológico ao agro brasileiro e preparar a instalação de um “balcão de negócios permanente” no País, facilitando a importação de máquinas e equipamentos.
A avaliação de que o desafio para a aceitação das máquinas chinesas por aqui vai além do preço é reforçada por executivos de montadoras multinacionais com atuação histórica no País. Para o head global da Massey Ferguson e vice-presidente sênior da AGCO, Luis Felli, a entrada de novos competidores esbarra principalmente na estrutura de suporte ao cliente. “O grande desafio para qualquer empresa que queira se estabelecer aqui é a rede de concessionários”, afirmou. Segundo ele, o agricultor brasileiro não compra apenas um equipamento, mas um pacote de confiança que inclui peças, assistência técnica e previsibilidade ao longo de muitos anos de uso.
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