

A mais recente pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Teaching and Learning International Survey – Talis), coordenada pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), revelou que 56% dos professores brasileiros, de sexto ao nono ano do ensino fundamental, afirmam usar ferramentas de IA para preparar aulas ou buscar formas mais eficientes de ensinar.
O estudo também abordou a formação de professores, o que revelou que 39% deles dizem precisar de habilidades para o uso de Inteligência Artificial para ensino e aprendizagem. Entre os que relataram não ter usado a IA para essa finalidade nos 12 meses anteriores à pesquisa, 64% responderam que não fizeram por falta de conhecimento ou habilidade.
Novos movimentos relacionados à tecnologia costumam se refletir nas escolas e universidades. Com a Inteligência Artificial não foi diferente, o que começou a gerar debates sobre o uso das ferramentas de IA na educação. Em 2024, a Organização das Nações Unidas (ONU) já havia divulgado um relatório sobre o tema.
O documento, organizado pela socióloga paquistanesa Farida Shaheed, que é relatora especial da ONU sobre o direito à educação, reconhece a Inteligência Artificial como um acelerador do progresso em muitos setores, mas aponta que a rápida expansão do uso na educação, com regulamentação ou supervisão limitadas, exige uma avaliação urgente.
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