

Os consumidores brasileiros estão cada vez mais interessados em produtos saudáveis, e essa mudança já vem sendo percebida pelo varejo. De acordo com dados da NielsenIQ divulgados nesta segunda-feira (08/06) pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (ABAD), 86% dos brasileiros já adotam ao menos um hábito mais saudável em sua rotina.
Atualmente, o mercado global de saúde e bem-estar movimenta US$ 6,3 trilhões e deve crescer a uma taxa anual de 7,3% entre 2023 e 2028, acima da expansão projetada para o PIB mundial, de 4,8%. A expectativa é que o setor alcance US$ 9 trilhões até 2028.
O novo cenário de consumo está atrelado a três fatores fundamentais: nutrição, bem-estar e perda de peso. Os consumidores estão mais conscientes sobre o valor nutricional dos alimentos e seus impactos na saúde. Cerca de 45% reduziram o consumo de produtos industrializados, 41% praticam exercícios regularmente, 51% buscam produtos com adição de fibras e vitaminas e 59% gastam mais com itens que contribuem para a saúde.
Enquanto 84% dos brasileiros estão dispostos a adotar hábitos para melhorar a saúde e o bem-estar, globalmente esse índice é de 70%, o que demonstra uma maior disposição dos consumidores brasileiros para mudar seus hábitos de consumo.
Quando se trata de itens básicos, como produtos de limpeza, arroz e feijão, os consumidores estão frequentando os mercados com mais frequência, porém comprando menos. Nesse cenário, os carrinhos estão, em média, 8% menores. Já na categoria de produtos saudáveis, o número de itens nos carrinhos aumenta cerca de 11%. Segundo Domenico Filho, diretor de Atendimento ao Varejo da NielsenIQ Brasil, os consumidores que buscam alimentos saudáveis, além de comprarem mais itens, também estão dispostos a pagar mais por eles.
As categorias de FLV (frutas, legumes e verduras), lácteos, proteínas e bebidas não alcoólicas foram as que mais cresceram dentro do varejo alimentar. As frutas registraram alta de 9,3%; queijo fatiado, 15,7%; sobremesas geladas, 12,4%; ovos, 14,4%; peixaria, 11,1%; e energéticos, 9,2%. De acordo com Filho, o crescimento dessas categorias pode beneficiar o faturamento dos varejistas, uma vez que são produtos de maior valor agregado.
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